{"id":15,"date":"2014-03-23T20:28:21","date_gmt":"2014-03-23T20:28:21","guid":{"rendered":"http:\/\/oficiaismar.pt\/?page_id=15"},"modified":"2014-04-08T02:02:12","modified_gmt":"2014-04-08T01:02:12","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/?page_id=15","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><b>HIST\u00d3RIA DO OFICIAISMAR<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">AS DENOMINA\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 19 de abril de 1909 foi fundada a \u201cLiga dos Officiaes de Marinha Mercante\u201d (de todos os oficiais portugueses), com sede na Travessa dos Remolares, n.\u00ba 11 \u2013 2.\u00ba, em Lisboa, mudando em 1914 para pr\u00f3ximo da morada atual na Pra\u00e7a D. Lu\u00eds I, n.\u00ba 9 \u2013 1.\u00ba Dto.<a href=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/hist1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-65\" alt=\"OLYMPUS DIGITAL CAMERA\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/hist1.jpg\" width=\"157\" height=\"102\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manteve essa denomina\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias pol\u00edticas da ditadura corporativista, instalada em Portugal em 1926, foi a Liga for\u00e7ada a alterar o nome original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro de 1934, passou a denominar-se Sindicato Nacional dos Capit\u00e3es, Oficiais N\u00e1uticos e Comiss\u00e1rios da Marinha Mercante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 oportuno recordar o significado de \u201csindicato nacional\u201d, para que n\u00e3o se apague da mem\u00f3ria dos homens o que representaram esses anos de humilha\u00e7\u00e3o para os trabalhadores que os viveram. Tamb\u00e9m para os mais novos que j\u00e1 iniciaram a sua vida laboral em tempos de mudan\u00e7a, aqui fica um breve registo do aproveitamento que o estado novo fez dos sindicatos, para propaganda do seu hediondo sistema governativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cOs sindicatos nacionais eram institui\u00e7\u00f5es fracas com uma capacidade de ac\u00e7\u00e3o limitada num regime pol\u00edtico ditatorial que colocava o trabalho no fim da escala de valores corporativos. Foi institu\u00edda a proibi\u00e7\u00e3o \u00e0 greve, a autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do governo para a filia\u00e7\u00e3o internacional e a obrigatoriedade dos sindicatos serem colaboradores activos com todos os outros actores da economia nacional (o estado e o patronato).<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Os tent\u00e1culos do corporativismo alargaram-se tamb\u00e9m aos gr\u00e9mios, casas do povo, casas dos pescadores, federa\u00e7\u00f5es e uni\u00f5es. Era o controlo total das organiza\u00e7\u00f5es pelo estado fascista.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>A desobedi\u00eancia \u00e0 ordem estabelecida era sancionada com a imediata dissolu\u00e7\u00e3o do sindicato e a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos dos seus dirigentes.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>A falta de liberdade, a autonomia e a limita\u00e7\u00e3o de direitos dos sindicatos nacionais constitu\u00edam os pilares essenciais do sistema corporativo portugu\u00eas. Assim, as associa\u00e7\u00f5es sindicais rapidamente entraram em enfraquecimento, com os novos dirigentes sindicais corporativos a queixarem-se do n\u00famero reduzido de associados e das dificuldades financeiras que da\u00ed decorriam, visto que uma fatia importante das finan\u00e7as dos sindicatos provinha da quotiza\u00e7\u00e3o dos seus associados. A estas contrariedades juntava-se a recusa do patronato em cumprir com o dever corporativo de colabora\u00e7\u00e3o de classes com a condescend\u00eancia do regime.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Perante este panorama, o poder acabou por criar um mecanismo legislativo que fomentasse a sindicaliza\u00e7\u00e3o, instituindo a quotiza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria aos n\u00e3o inscritos nos sindicatos, consubstanciado no Decreto-Lei 29 931, de Setembro de 1939.\u201d<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em julho de 1975, em plena Revolu\u00e7\u00e3o de Abril e aquando da fus\u00e3o com os Oficiais Radiot\u00e9cnicos, o Sindicato muda de nome passando <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura01.jpg\" width=\"92\" height=\"121\" \/>a designar-se Sindicato dos Capit\u00e3es, Oficiais Pilotos, Comiss\u00e1rios e Radiot\u00e9cnicos da Marinha Mercante \u2013 SCOPCRMM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, em novembro de 1997, passa a denominar-se Sindicato dos Capit\u00e3es, Oficiais Pilotos, Comiss\u00e1rios e Engenheiros da Marinha Mercante \u2013 OFICIAISMAR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">AS PESSOAS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citamos alguns dirigentes e s\u00f3cios que na longa vida do Sindicato, por obras valorosas ou dedica\u00e7\u00e3o, se destacaram. N\u00e3o nos se afigura tarefa f\u00e1cil referirmos todos os que colaboraram na preserva\u00e7\u00e3o desta associa\u00e7\u00e3o sindical, havendo sempre algu\u00e9m que por falta de registos, inevit\u00e1vel e involuntariamente, fica de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7amos por referenciar o fundador, como figura incontorn\u00e1vel da \u201cLiga dos Officiaes de Marinha Mercante\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OCTAVIO DE ARRIAGA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cedo se despediu do nosso mundo o fundador da Liga, e com o seu desaparecimento ficou a nossa associa\u00e7\u00e3o sindical privada de um<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Grav.jpg\" width=\"104\" height=\"128\" \/> homem, embora bem novo, firme das suas convic\u00e7\u00f5es e com uma s\u00f3lida personalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Nome<\/b>: \u00a0<b>Octavio Zarco Filippe de Arriaga<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Naturalidade<\/b>: M\u00e9rtola<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Data de nascimento<\/b>: 19 de julho de 1889<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Filia\u00e7\u00e3o<\/b>: Antonio Joaquim Arriaga, nascido em Lisboa, funcion\u00e1rio do Minist\u00e9rio das Obras P\u00fablicas, e de Marianna Filippe de Arriaga, nascida na Amareleja<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Profiss\u00e3o:<\/b> Estudante, aluno do 1.\u00ba ano de Pilotagem na Escola Auxiliar de Marinha, anexa \u00e0 Escola Naval<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resid\u00eancia<\/b>: Rua dos Rem\u00e9dios, n.\u00ba 183, 4.\u00ba andar, em Alfama, Lisboa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Falecimento<\/b>: 6 de maio de 1909, solteiro, com 19 anos de idade, e sepultado no cemit\u00e9rio de Vila Franca de Xira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O tr\u00e1gico acidente<\/b>: Segundo noticiou o jornal \u201cO S\u00e9culo\u201d, em 23 de abril de 1909 ocorreu um forte terramoto no Ribatejo, tendo destru\u00eddo as vilas de Benavente e Samora Correia, causando avultados estragos por uma grande \u00e1rea adjacente. No dia 5 de maio, o Octavio e mais quatro colegas de curso aventuraram-se num catraio de um catraeiro conhecido do pai de um deles. Subiram o rio at\u00e9 Vila Franca de Xira para se deslocarem a Benavente. No dia seguinte e j\u00e1 no regresso a Lisboa, junto a Castanheira do Ribatejo, a fr\u00e1gil embarca\u00e7\u00e3o foi apanhada por um estoque de \u00e1gua, e como soprava um vento forte, tipo tuf\u00e3o, segundo as not\u00edcias desse dia, virou-se atirando \u00e0 \u00e1gua todos os rapazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas deles conseguiram salvar-se auxiliados por pescadores nas suas embarca\u00e7\u00f5es, mas o Octavio e outro colega, Dami\u00e3o Rios, desapareceram nas \u00e1guas do rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das buscas efetuadas, as autoridades mar\u00edtimas locais n\u00e3o lograram encontrar os corpos. No dia 10 de maio apareceram os dois corpos no rio, perto de Vila Franca de Xira, a alguns metros de dist\u00e2ncia um do outro. Foram sepultados no dia seguinte no cemit\u00e9rio local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Registo profissional<\/b>: O Octavio deve ter embarcado em navios da Marinha Mercante Nacional, a partir dos 16 anos, visto existir uma autoriza\u00e7\u00e3o do pai a permitir o embarque do seu filho de menor idade. H\u00e1 registos de que andou embarcado durante 18 meses no vapor \u201cAmbaca\u201d da Empresa Nacional de Navega\u00e7\u00e3o \u2013 ENN, e durante uns meses na escuna \u201cSenhora da Concei\u00e7\u00e3o da Gra\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Octavio provinha de uma fam\u00edlia modesta, a ponto de a Liga ter angariado<br \/>\n10 000 r\u00e9is para a ajuda das despesas do funeral, visto os pais n\u00e3o terem nenhuma hip\u00f3tese de os conseguir. Ainda se poderia pensar que o nome Zarco, demasiado conhecido, pelo menos desde os princ\u00edpios do s\u00e9culo XV, e o apelido Arriaga estivesse associado ao primeiro Presidente da Rep\u00fablica Portuguesa, mas n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que moveu ent\u00e3o a Liga a confiar num indiv\u00edduo t\u00e3o novo, que nem Oficial ainda era, e dar-lhe o privil\u00e9gio de se tornar o seu fundador?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acreditamos que o Octavio de Arriaga, durante o tempo que esteve no mar, cerca de tr\u00eas anos, apercebeu-se das preocupa\u00e7\u00f5es, dificuldades e injusti\u00e7as de que os oficiais e outros tripulantes sentiam nas suas condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho a bordo. Enquanto embarcado, no relacionamento com os colegas de profiss\u00e3o, deve t\u00ea-los encorajado dando a cara para esse projeto, que foi a funda\u00e7\u00e3o da Liga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE LU\u00cdS ARMANDO DE LOURA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presidente da Assembleia-Geral do Sindicato, inspector da Companhia Colonial de Navega\u00e7\u00e3o. Durante a 1.\u00aa Guerra Mundial comandou diversos navios com firmeza e saber, servindo Portugal nas espinhosas miss\u00f5es de que era incumbido entre o nosso pa\u00eds e Fran\u00e7a, tanto no Atl\u00e2ntico como no Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faleceu em trabalho em Oslo, em junho de 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE HENRIQUE CIR\u00cdACO GOUVEIA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro dos nossos associados a quem foi conferido o Grau de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e M\u00e9rito,<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura03.jpg\" width=\"152\" height=\"187\" \/> devido e um feito her\u00f3ico como oficial de quarto no navio de passageiros \u201cMachico\u201d, tamb\u00e9m durante a Grande Guerra. No ano de 1916, com Portugal envolvido na guerra, foi este navio atacado por um submarino inimigo. Henrique Gouveia, oficial de quarto, iniciou de imediato manobras evasivas e, depois com o comandante na ponte, navegou o \u201cMachico\u201d ao m\u00e1ximo de velocidade poss\u00edvel, escapando a um afundamento certo com muitas centenas de pessoas a bordo. Valeu a perspic\u00e1cia deste oficial. Ao fim de quase tr\u00eas horas de persegui\u00e7\u00e3o, o comando do navio alem\u00e3o sentiu-se impotente para continuar a persegui\u00e7\u00e3o ao \u201cMachico\u201d. Como aconteceu em semelhantes situa\u00e7\u00f5es de guerra, tamb\u00e9m estes her\u00f3icos tripulantes foram homenageados pelo pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica, Dr. Bernardino Machado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE ALBERTO ROBIN HARBERTS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Associado da Liga dos Oficiais, cuja Dire\u00e7\u00e3o o reconheceu como \u201c<i>um brilhante oficial de Marinha Mercante, profissional de not\u00e1vel cultura t\u00e9cnica e geral e chefe de rija t\u00eampera e de classe rara<\/i>\u201d. Foi ao comando do navio de passageiros \u201cMo\u00e7ambique\u201d que teve de enfrentar e suplantar, juntamente com a sua tripula\u00e7\u00e3o, uma calamidade de verdadeiro pavor. Corria o ano de 1918, no fim da Grande Guerra Mundial, transportando de Louren\u00e7o Marques para Lisboa, 293 passageiros e 558 soldados na sua maioria doentes e convalescentes. Contando com a tripula\u00e7\u00e3o eram mais de 1000 pessoas a bordo. Em plena viagem do Cabo para Lisboa, declara-se a febre pneum\u00f3nica entre os militares, contagiando cerca de 800 pessoas, n\u00e3o poupando o pr\u00f3prio Comandante Harberts. A devo\u00e7\u00e3o de dois m\u00e9dicos a bordo e os esfor\u00e7os e sacrif\u00edcios do Comandante, mesmo debilitado, n\u00e3o puderam evitar a mortandade entre os que viajavam no meio deste horror. Ao todo foram 203 \u00f3bitos, tendo sido lan\u00e7ados \u00e0 \u00e1gua em viagem 193 corpos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela sua a\u00e7\u00e3o nessa tristemente memor\u00e1vel viagem, foram todos louvados pelo Governo da Na\u00e7\u00e3o que agraciou o Comandante Alberto Harberts com a 3.\u00aa Classe da Torre e Espada do Valor, Lealdade e M\u00e9rito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faleceu em 1966, contando 90 anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE JOS\u00c9 DOS SANTOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fundador e diretor da revista \u201cNeptuno\u201d, em novembro de 1925. Foi Delegado do Sindicato durante vinte e cinco anos. Dedicou quarenta <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura04.jpg\" width=\"110\" height=\"146\" \/>anos \u00e0 atividade sindical, com um trabalho inteligente e de vis\u00e3o superior em prol do desenvolvimento da Marinha Mercante Nacional e pelo bem-estar dos seus tripulantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal era a estima e o respeito que os seus colegas e amigos do Sindicato sentiam por este homem, que lhe dedicaram um n\u00famero exclusivo da revista e, na \u201cNeptuno\u201d, em dois anos consecutivos recordaram-no em dois artigos intitulados, \u201c<i>um ano de saudade<\/i>\u201d e \u201c<i>mais um ano de saudade<\/i>\u201d, para que o seu nome ficasse na nossa mem\u00f3ria. Faleceu em 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE J\u00daLIO DA CRUZ RAMOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presidente da Dire\u00e7\u00e3o do Sindicato em 1950 e inspetor da Companhia Colonial de Navega\u00e7\u00e3o. Foi agraciado com o oficialato da Ordem Militar de Cristo, pelos relevantes e complexos servi\u00e7os de transporte de tropas e material b\u00e9lico destinado \u00e0s ex-col\u00f3nias, durante a Segunda Guerra Mundial. Toda a Dire\u00e7\u00e3o do Sindicato lhe prestou uma justa homenagem, pelo esfor\u00e7o e perigos constantes com que estas sucessivas e bem-sucedidas viagens se efetuaram. Em 1969 foi eleito Presidente da Mesa de Assembleia-Geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE AM\u00c9RICO DOS SANTOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comandante do paquete \u201cSerpa Pinto\u201d, da Companhia Colonial de<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura05.jpg\" width=\"155\" height=\"200\" \/> Navega\u00e7\u00e3o. Navegava este navio de Ponta Delgada para Filad\u00e9lfia, em maio de 1944, com 385 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes quando foi atacado por um submarino alem\u00e3o, encontrando-se, j\u00e1 nesta altura, a Alemanha praticamente derrotada. Foram logo feitos tr\u00eas prisioneiros de nacionalidade com quem os alem\u00e3es estavam em guerra. At\u00e9 a\u00ed n\u00e3o vinha mal para o navio mercante, mas eis quando o comandante do submarino ordena a plena evacua\u00e7\u00e3o do paquete para o afundar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as ao forte sentido de responsabilidade e calma incutida pelo Comandante Am\u00e9rico dos Santos aos passageiros, alguns debaixo de choros e gritos, decorreu em boa ordem o embarque nas doze baleeiras. Foi o Comandante do \u201cSerpa Pinto\u201d feito prisioneiro no submarino e amea\u00e7ado de morte, enquanto o Comandante alem\u00e3o aguardava instru\u00e7\u00f5es de Berlim sobre a sorte a dar ao paquete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decidiram poupar este navio mercante neutro e libertar este marinheiro. Perante a deriva no mar das embarca\u00e7\u00f5es salva-vidas, o comandante exigiu aos oficiais do submarino que estes as reunissem junto ao paquete. Com \u00f3bvia relut\u00e2ncia assim o fizeram, obedecendo ao corajoso comandante portugu\u00eas, e ao fim de 48 horas, com a perda de tr\u00eas vidas a lamentar, embarcaram de novo no navio e seguiram viagem, sendo as primeiras horas de grande afli\u00e7\u00e3o e vig\u00edlia, naturalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante os dias que se seguiram choveram telegramas de v\u00e1rias embaixadas e de governantes portugueses, para homenagear este ato her\u00f3ico da tripula\u00e7\u00e3o do \u201cSerpa Pinto\u201d na pessoa do seu Comandante, com o t\u00edtulo de Comendador da Ordem Militar de Cristo e da Ordem do Cruzeiro do Sul e condecorado com a medalha de prata das Campanhas do Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura06.jpg\" width=\"1041\" height=\"615\" \/><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><i>Paquete \u201cSerpa Pinto\u201d<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE RUBEN ROLO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura07.jpg\" width=\"154\" height=\"184\" \/>Dirigente do OFICIAISMAR desde maio de 1974 a janeiro de 1992, altura em que a morte o ceifou, com 50 anos de idade, em virtude de um acidente sofrido a bordo do navio \u201cS. Mamede\u201d da Soponata, ao largo do Mar da Palha, em Lisboa, onde se deslocou no exerc\u00edcio da sua atividade sindical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre v\u00e1rias iniciativas firmes em defesa da classe e dos trabalhadores em geral, visto tamb\u00e9m ser dirigente da central sindical CGTP-IN, que nos dignifica, n\u00e3o podemos deixar de assinalar este nosso dirigente como sendo o rosto das not\u00edcias nos meios da comunica\u00e7\u00e3o social no tempo da greve da Marinha Mercante Nacional, em 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando atr\u00e1s no tempo at\u00e9 este ano do s\u00e9culo passado, a Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos do Mar declarou greve \u00e0s horas extraordin\u00e1rias, depois de falhadas todas as conversa\u00e7\u00f5es e a possibilidade de um acordo com o governo. Pretendia-<br \/>\n-se 3 000$00 (o equivalente a 15,00 \u20ac) de aumento salarial igual para todos os mar\u00edtimos portugueses, o que n\u00e3o era aceite pelo governo de ent\u00e3o. Toda uma frota comercial se mobilizou e parou, com exce\u00e7\u00e3o dos oficiais maquinistas tendo as suas raz\u00f5es para tal, onde se real\u00e7a o forte empenho do Ruben Rolo neste processo. O resultado foi para alguns uma derrota, tendo o governo nesse ver\u00e3o de 1978, mais propriamente em fins de agosto cessado fun\u00e7\u00f5es por iniciativa do Presidente da Republica, e ter passado a um governo de gest\u00e3o. Ao fim de quase tr\u00eas meses de luta, tiveram por esse motivo os trabalhadores do mar de desmobilizar da \u00fanica a\u00e7\u00e3o de luta expressiva que alguma vez foi desencadeada pela Marinha Mercante Nacional, que nunca mais se repetiu, nem se repetir\u00e1. Passados uns meses foi contraposto 1 500$00 de aumento, o que foi aceite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amigos deste nosso dirigente, em homenagem p\u00f3stuma, fundaram em 1998 o Instituto Ruben Rolo \u2013 IRR que tem desenvolvido atividades no \u00e2mbito da investiga\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea das rela\u00e7\u00f5es laborais. Colaboram nas iniciativas do IRR, sindicalistas de todo o mundo e investigadores especializados nas \u00e1reas da economia, sociologia e do direito laboral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMANDANTE H\u00c9RCULO AFONSO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dirigente do OFICIAISMAR e diretor da revista \u201cNeptuno\u201d entre<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura08.jpg\" width=\"128\" height=\"159\" \/> 1977 e 1995. Homem de um car\u00e1cter sereno, est\u00f3ico e de um relacionamento af\u00e1vel, com a sua forte personalidade conseguiu juntar um interesse na classe para que esta revista fosse publicada com uma periodicidade regular. Por vezes mostrava um desencanto pela dificuldade em conseguir artigos dos seus colegas do mar, que redundava em frustra\u00e7\u00e3o e m\u00e1goa. Mas com a sua perseveran\u00e7a os n\u00fameros da \u201cNeptuno\u201d iam saindo mesmo com atraso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faleceu este nosso dirigente e amigo em outubro de 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OS ASSOCIADOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo tamb\u00e9m a hist\u00f3ria o momento presente, n\u00e3o queremos deixar de real\u00e7ar os poucos mas fidedignos associados que v\u00e3o contribuindo para que n\u00e3o se extinga a esperan\u00e7a de o OFICIAISMAR percorrer mais um longo caminho, como o conseguido at\u00e9 aqui. Foram ultrapassadas in\u00fameras etapas adversas, como as resultantes das cis\u00f5es sofridas nos anos oitenta do s\u00e9culo XX, onde se pressagiava o fim deste Sindicato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a persist\u00eancia dos not\u00e1veis de antanho e de hoje, o Sindicato continua vivo e s\u00f3lido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">AS PUBLICA\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NEPTUNO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a inten\u00e7\u00e3o de levar junto dos s\u00f3cios toda a informa\u00e7\u00e3o relevante sobre os assuntos do mar e correlativos, iniciou a Liga dos Oficiais a publica\u00e7\u00e3o mensal de um Boletim Informativo, em abril de 1914. No editorial dessa primeira publica\u00e7\u00e3o constava a seguinte mensagem da Dire\u00e7\u00e3o dirigida \u201c<i>Aos socios<\/i>\u201d, de que damos conta num breve excerto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<i>No nosso Paiz n\u00e3o existe publica\u00e7\u00e3o alguma exclusivamente destinada \u00e0 marinha mercante e n\u00e3o consta que tiv\u00e9sse existido. \u00c9ssa lac\u00fana vem agora, emb\u00f3ra em muito modestas condi\u00e7\u00f5es, ser preenchida por este Boletim cujo fim principal \u00e9 trazer os socios ao facto do que se passa no mundo mar\u00edtimo e tratar dos interesses da classe. Por ele poder\u00e3o os colegas, sempre em viagem e que r\u00e1ras vezes se avistam, trocar impress\u00f5es e conhecimentos que concorrer\u00e3o para estreitar os la\u00e7os d\u2019estima e de camarad\u00e1gem que s\u00e3o o lenitivo d\u2019uma vida t\u00e3o \u00e1rdua como a nossa\u201d. \u00a0<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o de 1916 era publicado o \u00faltimo Boletim Informativo, em virtude de \u201c<i>adversidades v\u00e1rias<\/i>\u201d. N\u00e3o aceitou contudo a Liga que se criasse um vazio na informa\u00e7\u00e3o aos s\u00f3cios, e nove anos volvidos, consegue a primeira publica\u00e7\u00e3o da revista \u201cNeptuno\u201d, que se pretendia que sa\u00edsse com uma regularidade peri\u00f3dica mensal.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura09.jpg\" width=\"1381\" height=\"819\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><i>Primeira \u201cNeptuno\u201d publicada em novembro de 1925<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como uma revista deste tipo tem custos, e que sem um apoio constante de anunciantes e de colaboradores em textos de interesse para a classe, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel manter a sua regular publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, durante v\u00e1rios per\u00edodos da hist\u00f3ria do nosso sindicato, a Dire\u00e7\u00e3o do Sindicato teve de suspender a \u201cNeptuno\u201d, tendo sido a \u00faltima publicada em 2009, aquando do centen\u00e1rio do OFICIAISMAR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Referimos algumas breves curiosidades e factos que despertam a aten\u00e7\u00e3o quando percorremos as p\u00e1ginas das revistas compiladas em livros:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apesar dos oficiais maquinistas n\u00e3o integrarem a Liga dos Oficiais desde 1911, colaboravam com artigos t\u00e9cnicos da Associa\u00e7\u00e3o dos Oficiais Maquinistas da Marinha Mercante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em 1926 aparece a revista com a obrigat\u00f3ria e humilhante inscri\u00e7\u00e3o de \u201c<i>este n\u00famero foi visado pela comiss\u00e3o de censura militar<\/i>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em 1931 esta comiss\u00e3o passou a designar-se \u201c<i>comiss\u00e3o de censura militar de Lisboa<\/i>\u201d, para a partir de 1932, ter passado \u00e0 tristemente conhecida denomina\u00e7\u00e3o de \u201c<i>comiss\u00e3o de censura<\/i>\u201d que condicionava todas as publica\u00e7\u00f5es e atividades no pa\u00eds. Nesse tempo muitos artigos da \u201cNeptuno\u201d terminavam com a imposta express\u00e3o, \u201c<i>a bem da na\u00e7\u00e3o<\/i>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OUTRAS PUBLICA\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram ainda reproduzidas pelo Sindicato algumas publica\u00e7\u00f5es de interesse profissional para a classe, da autoria de associados, tais como: \u201cAs Novas F\u00f3rmulas sobre Caimento do Navio\u201d, \u201cTabelas e Coeficientes de Estiva\u201d, \u201cGuia Pr\u00e1tico de Estiva e Separa\u00e7\u00e3o de Cargas Perigosas\u201d e \u201cGMDSS \u2013 Guia Pr\u00e1tico de Procedimento a Bordo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro de 2009 foi realizado pela Dire\u00e7\u00e3o um trabalho intitulado \u201cA Marinha Mercante e a Falta de Mar\u00edtimos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">AS NORMAS INTERNAS<\/p>\n<table width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se encontram no Sindicato os primeiros Estatutos da Liga, existindo<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura10.jpg\" width=\"2487\" height=\"667\" \/> existindo os estatutos de 1924 e de 1975.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura11.jpg\" width=\"1400\" height=\"1396\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gravuras\/Gravura12.jpg\" width=\"1415\" height=\"1389\" \/><\/p>\n<p>Os atuais estatutos s\u00e3o de 27 de novembro de 1997, data em que o Sindicato passou a designar-se OFICIAISMAR. Voltando aos prim\u00f3rdios da forma\u00e7\u00e3o do Sindicato, e por curiosidade, segue o Primeiro Regulamento desta organiza\u00e7\u00e3o sindical, de 26 de outubro de 1909.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">OUTROS FACTOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em virtude da reputa\u00e7\u00e3o que detinha esta associa\u00e7\u00e3o sindical e pelo consider\u00e1vel n\u00famero de associados naturais de zonas ribeirinhas de norte a sul do pa\u00eds, para al\u00e9m da sede em Lisboa, a Liga dispunha ainda de mais duas delega\u00e7\u00f5es. Uma situava-se no Porto, em Massarelos e a outra em \u00cdlhavo, na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro facto que deve ser contemplado, respeita \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es sindicais inter-nacionais onde o Sindicato esteve filiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante largos anos esteve filiado na Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Oficiais de Marinha Mercante, pelo menos at\u00e9 1937, segundo documentos do Sindicato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho de 1958 foi membro constituinte da Uni\u00e3o de Sindicatos dos Oficiais, Mestran\u00e7a e Marinheiros da Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima \u2013 USOMMNM, juntamente com os sindicatos dos oficiais maquinistas, dos motoristas, dos marinheiros, dos fogueiros e dos empregados de c\u00e2maras da marinha mercante. Esta Uni\u00e3o de sindicatos toma a designa\u00e7\u00e3o de Uni\u00e3o dos Sindicatos do Mar \u2013 USM, em julho de 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 14 de agosto de 1975, a Uni\u00e3o passa a designar-se Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos do Mar \u2013 FSM, e em dezembro de 2007 esta federa\u00e7\u00e3o \u00e9 extinta, quando os sindicatos filiados aderem \u00e0 FECTRANS \u2013 Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos dos Transportes e Comunica\u00e7\u00f5es, na qualidade de sindicatos constituintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Internacionalmente esteve o OFICIAISMAR ligado \u00e0 ITF \u2013 International Transport Workers\u2019 Federation, at\u00e9 janeiro de 2007, cerca de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m det\u00ednhamos a filia\u00e7\u00e3o na ETF \u2013 European Transport Workers\u2019 Federation que, pela extin\u00e7\u00e3o da FSM, passaria a FECTRANS a representar o OFICIAISMAR nesta federa\u00e7\u00e3o europeia, o que n\u00e3o veio a acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente o Sindicato est\u00e1 filiado na CGTP-IN, na FECTRANS, na ITF e na ETF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terminamos esta viagem pelo tempo, com uma m\u00e1xima retirada de um dos muitos testemunhos escritos legados pelos colegas precedentes, cada vez mais ver\u00eddica:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><b>No mar n\u00e3o se vive, sonha-se!<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HIST\u00d3RIA DO OFICIAISMAR \u00a0 AS DENOMINA\u00c7\u00d5ES No dia 19 de abril de 1909 foi fundada a \u201cLiga dos Officiaes de Marinha Mercante\u201d (de todos os oficiais portugueses), com sede na Travessa dos Remolares, n.\u00ba 11 \u2013 2.\u00ba, em Lisboa, mudando em 1914 para pr\u00f3ximo da morada atual na Pra\u00e7a D. Lu\u00eds I, n.\u00ba 9 \u2013 &hellip; <a href=\"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/?page_id=15\" class=\"more-link\">Continuar a ler<span class=\"screen-reader-text\">Hist\u00f3ria<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":13,"menu_order":3,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-15","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/15","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=15"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/15\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140,"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/15\/revisions\/140"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/13"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.oficiaismar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=15"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}